Esboço da Pregação em uma quinta-feira de 2022 na Igreja Batista da Paz, em Canoas-RS
Temos um Deus!
Trazermos consigo fardos pesados do passado, que nos aprisionam, desencadeando remorsos, doenças, nos impedindo de crescer, limitando-nos de vivenciar a plenitude de uma vida cristã, esfriar nossa fé, por vezes acusando-nos de pecados passados, deixando-nos vulneráveis ao erro.
Dizem que a depressão é a doença do século; tal premissa não está longe de ser verdade, pois houve um aumento de mais de 25% de depressão somente no período da pandemia do covid 19.
Porém, para vencermos o que nos aprisiona, é importante rememorar tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, de boa fama (Filipenses 4:8), transformando e renovando nossa mente (Romanos 12:2), jamais esquecendo que o Salmo 103 nos mostra que temos um Deus:
Temos um Deus que é bom; versos 1 e 2:
Portanto devemos trazer à memória aquilo que nos traz esperança; recordando e esperando no Senhor (Lamentações 3:21);
Temos um Deus que perdoa; verso 3:
Ele é um Deus que tem o poder de perdoar todos os pecados (Marcos 3:28) e “esquece” de todas as nossas iniqüidades (Miquéias 7:18 e 19 e Isaias 43:25);
Temos um Deus que cura; verso 3b:
Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e dores (Isaias 53:4)
Temos um Deus que nos redime; verso 4:
Redime tem o sentido de compensar o que faz falta; de ressarcir; Ou seja, Ele nos redimiu riscando a cédula que era contra nós (Colossenses 2:14)
Temos um Deus que renova; verso 5b:
Isaias 40:29-31 nos diz que Deus é que dá força ao cansado , multiplicando as faculdades do que não tem nenhum vigor. O verso 31 diz que os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, subirão com asas como águias, correrão e não se cansarão, caminharão e não se fatigarão.
A pequena parábola dos Estágios na vida da Águia Real
A águia prepara seu ninho em um alto penhasco, com pele de cordeiro, ou outro animal caçado, em cima de espinhos; choca seus ovos sobre a pele, sendo que ao nascer, alimenta seu filhote sobre o ninho; no momento de tirar o filhote do ninho, rapidamente tira a pele deixando seu filhote cair nos espinhos. Tal ato faz com que o filhote ponha-se de pé e, ato contínuo, a águia o leva para seu primeiro vôo, conduzindo-o para um alto lugar, onde o empurra para que aprenda a voar; quando percebe que o filhote não consegue bater a asas, ela dá um rasante o resgatando antes de deixá-lo cair no chão e o leva novamente ao alto, repetindo o mesmo processo até que ele tenha forças e equilíbrio em suas asas, podendo planar. Assim o filhote tem o primeiro estágio de sua vida;
O segundo estágio é na fase adulta, quando a águia já viveu o suficiente para caçar, procriar, podendo chegar até 40 anos de idade; quando chega nessa fase longínqua de sua vida, ela tem penas grossas, que a impedem de ter um vôo de qualidade, unhas compridas, que não proporcionam sucesso na caça e bico torto, fazendo com que tenha dificuldades na alimentação; é necessário que haja mudanças em sua vida, pois do contrário morrerá em pouco tempo; a primeira mudança é quebrar o bico; ela voa com toda a velocidade possível e bate em uma rocha ou penhasco, até que seu bico venha a quebrar-se por completo; pouco tempo depois um novo bico nasce, porém vem a segunda mudança: ela arranca todas as suas penas grossas e gastas com o tempo, dando lugar a uma nova penugem; além disso, ela tem a mais dolorosa mudança: ela arranca suas garras, que já estão tortas e não consegue sequer manter-se de pé ou pousar com qualidade, tampouco cascar; Este é o segundo estágio da vida da águia real;
O terceiro estágio é depois de tomar decisões dolorosas em sua vida, pois com o passar do tempo já tem um bico novo, podendo alimentar-se, suas penas já estão no tamanho ideal, proporcionando vôos de qualidade, e novas e afiadas garras, podendo caçar, apoiar-se sob galhos e pousar com a habilidade que lhe é peculiar; neste momento nasce o terceiro e mais importante estágio da vida da águia-real, podendo ela chegar a mais 40 anos de idade, além dos já vividos;
Temos um Deus que é justo; verso 6:
Deus está ciente da opressão. O salmista disse que em toda a sua vida jamais viu um justo e nem sua família mendigar o pão. Outrossim, Jesus nos afirma que Deus sabe de antemão de tudo aquilo que nos é necessário; ou seja, Ele é justo ao nos dar o que necessitamos e é ciente ao saber do que precisamos.
Temos um Deus que nos conhece; verso 14:
Importante frisar que Deus sabe que somos pó e que sem Ele nada podemos fazer (João 15:5) e que sempre nos dá a oportunidade de sairmos vencedores em meio às tentações, dando-nos o escape (1 Coríntios 10:13);
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