Apostasia
Reunião virtual do dia 23 de outubro de 2020, Grupos de Crescimento Rio dos Sinos e Benjamin, ambos da Igreja Batista Filadélfia;
Não se trata de uma pregação ou sequer um estudo bíblico, mas sim um compartilhar de temas, em que cada participante tem a oportunidade de comentar sua percepção, expor dúvidas, fazer críticas e, ocasionalmente, a palavra final fica por cargo da pessoa do facilitador.
Nesta época, por conta do corona-vírus, vivíamos um período de lockdown, em que as reuniões públicas eram proibidas e, consecutivamente os cultos e reuniões de grupos caseiros, de crescimento ou célula, eram restritos, sendo recomendado que se utilizasse dos meios da tecnologia, ou seja, das plataformas de reuniões virtuais.
Apostasia; O apostolo Paulo, escrevendo para seu discípulo
Timóteo, capítulo 4, verso 1, refere que o “Espírito expressamente diz que nos
últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores
e a doutrinas de demônios”.
Apostasia é renunciar a crença em Deus, abandonar a fé.
Há de se convir que apostasia também é um risco que todo o
cristão tem se não observar uma vida piedosa, de oração, leitura da Palavra,
comunhão com os santos e a evangelização.
O escritor de Hebreus, 3:12-13, instiga-nos a mantermos um
coração puro e fiel, objetivando assim uma vida que permaneça ligada ao Senhor.
Ele acrescenta de que devemos exortarmo-nos uns aos outros para que o poder do
pecado não nos leve a endurecer os nossos corações.
Assim, devemos manter uma vida de busca constante em servir
ao Senhor com inteireza de coração, humildade e dedicação, para que o fator
apostasia não encontre lugar em nossos corações.
Degradação; tem a idéia de degeneração, depravação,
destruição, desconstrução. Na 2ª carta a Timóteo, 3:1-5 demonstra situações de
degradação do homem. Vivemos estes “últimos tempos trabalhosos”.
O versículo 5 fala sobre a “aparência da piedade”. Ou seja,
estas pessoas se mostram como cristãos, falam como cristãos, vestem-se como
cristãos, porém não trazem consigo a essência da fé cristã.
Cegueira; não se trata de condição ou deficiência física, mas
sim de espiritual. Neste ponto, tratamos de duas situações : condição do homem
e o amor de Deus. Vejamos:
O Livro de 2 Coríntios, 4:4, fala que o satanás, o que
orienta o sistema desse mundo, ou seja, o deus desse século, “cegou o entendimento
dos incrédulos para que não resplandeça a luz do evangelho”.
Vemos neste ponto que o poder de satanás faz com que as
pessoas sintam-se inertes espiritualmente, permanecendo em seus erros e
pecados, fazendo com que não reconheçam Cristo como Senhor.
Entretanto, mesmo considerando tais situações, é dever do
cristão de anunciar-lher à Cristo. Ezequiel capítulo 33:7-9 fala sobre advertir
o ímpio do seu caminho, ressaltando que o seu sangue será requerido de nossas
mãos quando não cumprirmos tal determinação, tomando posição de omissão.
Ainda o versículo 11 do mesmo capítulo, vemos que Deus não
tem prazer na morte do ímpio, mas que este se converta do seu caminho e viva.
Devemos também considerar que é nosso dever, como cristãos,
de manifestarmos em nossas vidas a glória de Deus, pois, como infere o texto de
Romanos 8:19, a criação, como um todo, aguarda a manifestação dos filhos de
Deus.
Idolatria; é o amor excessivo a alguém, a uma entidade
(divindade ou demoníaca), local, objeto. É uma situação pecaminosa abominável ao
Senhor, pois é a condição de substituí-Lo em nossos corações. Tanto é que o
pecado de idolatria é mencionado nos primeiros mandamentos, Êxodo 20:3-5.
Porém a apostasia pode levar o homem a reviver tal condição
pecaminosa, como vemos em 2ª Timóteo, 4:3-4, cujo texto fala de resistência “à
sã doutrina” elegendo ensinamentos que coadunam com seus desejos pecaminosos. Ou
seja, substituindo a Verdade de Deus pelo engano do pecado.
Destarte, temos de observar a postura a ser adotada diante de
um mundo em crise espiritual. Em Isaias 60:1 Deus nos alerta a tomar uma
atitude: “a levantar e resplandecer, pois a glória do Senhor vai nascendo sobre
ti”. Assim como Mateus 5:14-16, no qual Jesus faz uma analogia com a candeia,
que deve ser posta em local que venha a iluminar, a radiar sua luz sobre todos,
pois através disso, vejam as nossas boas obras e glorifiquem a Deus.
Concluímos então que, apesar de vivermos em um sistema pecaminoso,
em contrapartida o cristão deve adotar uma postura correta, exemplar,
transparente, promovendo a glória de Deus em mundo perverso.
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