Estudo Bíblico para o culto de oração, em 05/07/2022,na Igreja Batista da Paz, em Canoas-RS
Trata-se de um estudo resumido sobre o tema, no qual os textos citados são somente o "ponta-pé" inicial para a discussão em grupo e não uma pregação ou sequer um sermão;
Algumas considerações sobre a Graça
Vivemos tempos de Banalização da Graça
1- Apostasia; Renúncia de Deus e a tudo aquilo que lhe é relacionado;
2- Humanismo; O Teocentrismo cede lugar ao antropocentrismo, no qual o homem é o centro dos interesses. O divino dá lugar ao secular;
3- Relativismo; no âmbito religioso, é o que coloca todas as religiões no mesmo plano;
4- Banalização; ... da graça; intitula-se "graça barata", em que tudo pode, haja vista de que "já sou salvo e não perderei minha salvação"
Compreendendo a Graça
A graça é divina:
A graça é iniciativa de Deus. o texto de 1 Coríntios 1:21b diz que "aprouve a Deus salvar", portanto a premissa da salvação pertence ao Senhor e não ao homem. O homem não quis salvar-se. Por conta da natureza pecaminosa, o homem busca seus interesses carnais e pecaminosos. Deus, em sua infinita misericórdia e bondade, com seu plano eterno de salvação, ofereceu a Seu próprio Filho, concedendo aos Seus escolhidos a oportunidade da salvação.
A graça é imerecida:
Não há um justo sequer (Romanos 3:10); espiritualmente falando é enganoso pensar que o homem é justo por seus próprios esforços. Como referido, a natureza humana nos leva a conviver escravos do pecado.
o profeta Isaias, inspirado por Deus, considera nossa justiça como trapo de imundícia (Isaias 64:10), sendo que por mais que vivamos na prática religiosa, de maneira legalista, somente a graça divina pode fazer a diferença em nossas vidas. Cristo, vendo nossa incapacidade e, portanto, não merecedores de Sua graça, por nossa condição pecaminosa, fez-se pecado por nós assumindo-os na cruz, para que a justiça de Deus se cumprisse nEle e para que nEle fossemos feitos justiça de Deus (2 Coríntios 5:21);
Necessitamos da Graça:
Como dito, não há um justo sequer. Ou seja, ninguém ficou de fora do poder do pecado.
No momento em que Adão, o primeiro homem pecou, consecutivamente entrou o pecado no mundo e, em ato contínuo, a morte (Romanos 5:12). Ou seja, o salário do pecado a morte (Romanos 6:23), sendo que houve uma ruptura da comunhão que outrora o homem gozava com Deus. A consequência do pecado foi a separação do homem de Deus (Gênesis 3:23);
Assim sendo, é inequívoco pensar que necessitamos da graça de Deus;
Doutrina do Duplo Amor de Deus
Em que pese possamos encontrar certo conflito entre estes dois princípios, Deus, em Sua infinita sabedoria, nos mostra que apesar de que ama a humanidade a ponto de oferecer Seu Filho (João 3:16), Ele também é leal à Sua justiça no ato de condenar ao homem que não corresponde com a Sua graça, ou seja, rejeita o ato de salvação.
Neste ponto vemos que Deus é responsável pela salvação enquanto o homem é o único responsável pela sua condenação, haja vista que "resiste" à graça de Deus não correspondendo ao santo chamado para a salvação.
Como diz o jargão no meio cristão, Deus é amor, mas também é justiça. Ele ama conceder Sua graça, mas tem lealdade para com Sua justiça.
Deus é justo, que exige punição/reparação e, ao mesmo tempo, é amoroso que justificou aos Seus escolhidos, eleitos, através do sacrifício vicário de Cristo.
A Extensão da Graça
É da vontade de Deus que todo o homem seja salvo (1 Timóteo 2:5), sendo que a graça foi manifestada a todos os homens (Tito 2:11). A graça é universal (a todos), porém não universalista (de todos);
Eficácia da Graça
Como citado, a graça foi manifestada a toda a humanidade, mas cumpre seu propósito ao alcançar o eleito, que é o que verdadeiramente se entrega ao crer (Marcos 16:16) e, consecutivamente, tem a vida eterna (João 6:47);
Valor da Graça
A graça de Deus tem um valor imensurável sendo que o seu preço foi o sangue de Cristo (1 Pedro 1:19-21); fomos comprados por este bom preço (1 Coríntios 6:20 e 7:23) de modo que não escaparemos se não atentarmos para a salvação que nos foi proposta (Hebreus 2:3);
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