sábado, 3 de outubro de 2015

A maldade e/ou a Bondade do Homem

Sobre a bondade e a maldade do homem, pego como base para esta publicação, uma postagem do meu amigo Eliézer Lutero, blogueiro do Covil do Koiote, no Grupo de Estudos Sola Gratia:

"Jean Jacques Rousseau? Ou Thomas Hobbes?
- Para ROUSSEAU, o homem nasce bom, mas a sociedade é responsável pela sua corrupção moral. Da mesma forma, o homem nasceria livre, mas dentre outras coisas pela sua própria vaidade, cobiça, torna-se prisioneiro de sua necessidade de ser beligerante para conquistar.
- Para HOBBES, o ser humano nasce mau. E na ausência de regras de convivência sob leis e imposições da sociedade, a vida humana era “solitária, miserável, repugnante, brutal e curta”. se o homem já nasce mau, ele não sabe viver em sociedade e precisa de um estado autoritário, que dite as regras, as normas de convivência.
Opiniões..."


Primeiramente, e acredito que este é um ponto pacífico, vemos que o homem, criação de Deus, ao pecar distanciou-se, separou-se de Deus pelo pecado, conforme vemos em Isaias 59:2. Sendo assim, o homem, outrora comungado com Deus no Éden, desde o pecado é morto espiritualmente. O elo que tinha para com Deus foi rompido. Neste, e deste momento em diante, vemos que o homem possui três características, e eu acho melhor chamar de fases distintas, à saber o homem natural, espiritual e carnal. Ater-me-ei somente ao natural.
Vemos em Coríntios 2:14, que existe o homem natural. Ora, o homem natural nada mais é do que aquele que vive, interage, especula, cria, estabelece-se em sociedade e consecutivamente pode praticar atos MAUS e, também atos BONS.
Vemos que o que distingue o homem da criação é a capacidade intelectiva, que nos leva a pensar, raciocinar, escolher, julgar e agir. Embora neste sentido somos diferentes dos animais, que agem por instinto, por impulso, o homem natural, por sua vez e por sua condição pecaminosa, em que pese também age por impulso, por instinto, pode pelo uso da razão escolher entre o que melhor lhe apraz.
Nada disso que estou falando justifica os atos malignos do coração do homem (Jeremias 17:9), mas faz-nos pensar que embora o homem natural, por vezes pratica o mal, em si ele não o é mal, ou melhor, mau - ele é natural! E por ser natural, e não mau em sentido lato, faz aquilo que deseja com o objetivo de saciar seus desejos (Romanos 8:5). Suas escolhas são más, e por sua vez o seu ambiente se torna mal e se não houver uma rendição a Cristo, suas más atitudes o levarão a um lugar preparado para aquele que sim é mau desde o princípio!
Como falei no comentário anterior, o homem não pode ser tão mau assim, pois se o fosse, a humanidade não subsistiria, estaria hoje extinta por tamanha maldade. Em que pese vemos guerras, homicídios e atrocidades, vemos atos de solidariedade em culturas que, até então, não tinham conhecimento da Verdade.
Vemos então, que em todas as culturas e em todas as épocas, o sentimento de bondade é presente nas sociedades, nos ajuntamentos e até chegarmos aonde estamos hoje! Claro que por trás disso tudo, vemos a mão de Deus conduzindo a humanidade a fim de ver o cumprimento de Seu plano de Salvação.
Volto a questionar, e quanto ao que Paulo quis dizer quando falou sobre a lei da consciência? Lembrem, não estamos falando aqui de soteriologia, mas de convívio social e do homem como ator na diversidade da criação. Bem, em Romanos 2:15 Paulo está falando da diferença entre judeus, que eram obedientes à Lei, zelosos em muitos preceitos, porém incoerentes ao desobedecer muitas ordenanças. Neste sentido, Paulo faz um paralelo entre eles, que se gabavam pela sua posição (v.17), e aqueles que embora nunca tivesse acesso à Lei, davam sinais de obediência, de bondade, mesmo sendo gentios. Mostravam a Lei escrita em seus corações, em sua consciência, em seus pensamentos. E neste aspecto, ele não estava se referindo aos cristãos gentios, em que pese posteriormente o foco da discussão se volta neste sentido.
O pastor, escritor, consultor doutrinário da CPAD, membro da Casa de Letras Emílio Conde, mestre em Teologia, graduado em Psicologia, Pedagogia e Letras, membro da diretoria da Global University nos Estados Unidos Antonio Gilberto, no livro Teologia Sistemática Pentecostal, diz que: “Há uma lei interior dentro do ser humano. Na consciência do homem vemos que ele tem um referencial, um juízo de valor que aponta o que é certo e errado. Isso se chama de faculdade moral, que aprova ou desaprova os atos praticados ou imaginados. Isso é um traço da semelhança moral com Deus, que alertou o homem para que não pecasse, desobedecendo e se apropriando do fruto da árvore interditada.
Sim meus amigos, o homem é mau. Mas, também é bom. Ele é natural.
Professor e Mestre G. Recktenvald, dizia que “o homem, para o mau, é extremamente criativo”. Não há o que se negar que a maldade é um reflexo, um desvio de conduta, objetivado pelo coração humano, que é propenso à maldade. Porém, vemos que a humanidade em toda a sua história, em todas as culturas (chinesa, grega, árabe, etc) dá sinais de sua “pseudobondade” nas mais variadas formas de cultura, seja artística, arquitetônica, culinária, etc e etc.
Agora, se formos para o sentido espiritual da maldade, conforme os textos de Romanos 3, o homem é mau, morto em pecado e delitos, separado da glória de Deus, e destinado ao inferno se não houver arrependimento e conversão.

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