Bom dia...
Até pouco tempo atrás, eu desenvolvia um ministério dentro da igreja que ia desde a intercessão, louvor, grupos de crescimento, e o da Palavra. Mas problemas decorrentes da vida me fizeram dar um tempo nessas atividades (assim como Elias no deserto) para que eu pudesse ministrar a mim mesmo e assim, dar prosseguimento ao meu crescimento espiritual e ministerial.
Uma das últimas vezes em que ministrei a Palavra do Senhor, tive como inspiração colocar como tema: O homem que Deus usa.
Foi num domingo pela manhã, mais especificamente no dia 29 de Junho de 2008 na reunião de homens da IBFC, que pude ministrar este estudo. A reunião de homens, é um momento propício e único aonde temos a liberdade de interagir com os participantes, dando-lhes a oportunidade de manifestar suas opiniões, pensamentos, pedidos de oração e testemunhos, assim como em um grupo de crescimento, célula ou familiar (como queira).
passamos então para a Palavra:
Deus quer usar o homem. Lemos em Zacarias 4:10, na primeira parte do versículo, a seguinte indagação: "Porque, quem despreza o dia das coisas pequenas?" Diante da criação do Senhor, desde o universo em sua magnitude e infinitude, até a terra em si, vemos que o homem é um ser pequeno em sua estrutura. não somente no físico, mas também no intelecto quando baseia a sua vida na sabedoria e faculdade humana, que por si é falha. Enfim, o homem é um ser pequeno, mas mesmo assim Deus quer usar o homem.
Deus olha para o homem, e assim como nós, que esperamos e criamos expectativas diante das situações, o Senhor também olha para o homem e espera algumas posturas para que possa concretizar o seu sonho e obra através deste. Mas antes de nos atemos para o que Ele espera de nós, veremos o que o Senhor não olha. Ou seja o que, para o Senhor, é insignificante para fazer a sua vontade.
Deus não olha para a tradição humana. Em Genesis 8:17, José coloca diante de Israel (Jacó) Efraim e Manasses, afim de que fossem abençoados por ele. a tradição dizia que o primogênito deveria ser abençoado em detrimento do seu próximo e este, por sua vez, seria inferior a ponto até de servir-lhe. Quando José observou que seu pai estava abençoando Efraim e não Manasses, que era o primogênito, tentou o persuadir afirmando que seu pai estava errado e que deveria abençoar o outro. Mas Israel corrigiu-lhe dizendo: "Eu o sei, meu filho, eu o sei; também ele será um povo, e também ele será grande; contudo o seu irmão menor será maior que ele, e a sua descendência será uma multidão de nações." Deus não se baseia nas tradições, mas Sua vontade sobrepõe tudo o que é humano pois é boa, perfeita e agrádavel (Romanos 12:2). Ele não queria somente fazer de Efraim um povo abençoado como Manasses, mas queria lhe dar muito mais. Quando houve a partilha da terra de Israel para suas tribos, as tribos de Efraim e Manasses foram reconhecidas a ponto de receberem sua parte (Josué 16). Então entendemos que o Senhor queria abençoar a descendencia de José, confirmando assim a sua promessa a Abraão, Isaque e Jacó, dando-lhes a terra que havia prometido, dando continuidade a maravilhosa história de Israel.
Deus não olha para a aparência. Em I Samuel 16:7 O SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração. Posso até parecer, para quem conhece essa história, um tanto quanto repetitivo e pouco criativo ao citar esse texto, mas vemos aí uma realidade nua e crua: Deus não olha para a aparência do homem. Primeiro porque Deus ama a todos igualmente. Ele não tem filhos prediletos, preferidos. Ele ama a todos. A diferença é que em Davi, Deus viu que algo era diferente em sua vida: era segundo o Seu coração. Ou seja, Davi, mesmo com suas dificuldades, pecados, problemas, etc. procurava corrigir e basear a sua vida na Palavra do Senhor, e fez isso até o fim. Claro que vemos episódios ruins na vida de Davi, como o de Bateseba, Urias, seu filho que tentou usurpar seu trono, mas temos que entender que mesmo com esses problemas em sua vida, Davi não somente reparou, se arrependeu, mas sempre procurou fazer a vontade de Deus em sua vida. Assim como foi com Noé, que o Senhor achou graça diante dos seus olhos (Genesis 6:8), ou seja, se agradou do modo que Noé vivia, Davi também proporcionou a Deus um coração submisso, corajoso, fiel, e disposto a fazer a sua vontade. Sendo assim, o Senhor procura corações dispostos a fazer sua vontade, corações submissos, corações segundo o Seu coração.
Deus não olha para a condição social. Em Mateus 4:18-20, vemos: "E Jesus, andando junto ao mar da Galileia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores; E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no. Aqueles homens eram pescadores. Claro que naquele tempo, o pescador era um tanto quanto valorizado em sua posição, pois comercializada um produto de muita procura: o peixe. Mas convenhamos que, Jesus, como filho de Deus, Mestre por excelência, querendo concretizar eu plano na terra, poderia procurar pessoas qualificadas para tal. Jesus poderia ir a Grécia procurar algum filósofo, ir a Sinagoga buscar algum sacerdote ou doutor da Lei, e porque não iria atras de intelectuais que, como ninguém, queriam a liberdade de Israel diante do império romano. Temos inúmeros exemplos de pessoas influentes que poderiam fazer parte do plano de Cristo, mas Ele escolheu pessoas comuns, como VOCÊ e EU. O Senhor não olha para as nossas condições mas espera que possamos com nossa incapacidade humana, através dEle, fazer a diferença no mundo. Queridos: isso é muito sério e corrente no meio cristão. Deus não olha para a condição social e pouco se importa com isso. Deus não baseia a sua instrumentalidade no homem por seus bens, condições financeiras, faculdades, e posições. Existe uma máxima no meio cristão que diz: Deus não escolhe os capacitados mas capacita os escolhidos! E isso é a mais pura verdade. Mas não quero aqui ser injusto a ponto de dizer que o Senhor não usa alguém que tenha melhores condições, mas quero afirmar que Ele olha, assim como no tópico anterior, para um coração submisso a sua vontade. E isso faz toda a diferença. Hoje vemos que para ser abençoado, o homem precisa de bens materiais, um carro (ou mais) na garagem, uma boa casa no campo e na praia, um emprego que lhe proporcione tudo isso e porque não uma bela poupança no banco podendo ficar só em casa. Será que Deus quer isso dos seus filhos? Claro que Ele quer abençoar as nossas vidas em todos os sentidos, e até financeiramente, mas antes de tudo isso Ele quer lidar com o nosso carater e coração, afim de que possamos transmitir ao mundo o Amor de Deus. Lembrem do que a Bíblia diz com toda a sua propriedade peculiar de ser a Palavra de Deus: Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mt 6:33. Devemos antes de buscar as bênçãos de Deus, o Deus das bênçãos. Mas não com o ímpeto de receber, mas obedecer. O resto -bênçãos de toda a sorte- virá com o tempo de Deus em nossas vidas. Ele quer usar você, independente do que você tem, mas do que você é.
Deus não olha para a capacidade. Em I Corintios 3:19 lemos: "Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia." No capítulo 1 versículos 25 a 31 lemos: "Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezáveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele. Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; Para que, como está escrito: Aquele que se gloria glorie-se no Senhor."
O que é a nossa força? O que é a nossa sabedoria, persuasão, inteligencia? Um dia pensei que poderia usar de meus conhecimentos bíblicos e adquiridos na faculdade para falar de Jesus às pessoas e me dei mal. Jesus disse algo muito interessante: "Erreis não conhecendo as Escrituras e nem o poder de Deus" Marcos 12:24. Um dia lendo este versículo aprendi que Deus quer usar as nossas vidas mas temos que usar todas as ferramentas que Ele nos proporciona: Escritura e Poder. Podemos traduzir como Sabedoria e Graça ou até como Teologia e Unção. As vezes encontramos pessoas que dizem que não precisamos de unção, tendo a sabedoria da Palavra é o que importa. Em outros momentos vemos pessoas que dizem que a unção de Deus é suficiente para convencer o incrédulo e que a Teologia não passa de invenção de homem. Certa vez ouvi uma história muito interessante: Um certo pregador, cheio de diplomas, faculdades e conhecimento, diante de uma plateia atenciosa declamou o Salmo 23. E declamou de tal forma que surpreendeu a todos que o ouviam a ponto de o aplaudirem de pé. Ao terminar sua explanação perguntou se alguém na plateia queria falar algo. Para surpresa de todos, no meio dos expectadores se levantou um homem velho, cabelos brancos, bengala na mão, encontrando certa dificuldade de locomoção, mas até que enfim, chegou ao púlpito. Era um velho pastor. Este homem abriu sua desbotada Bíblia, suas mãos calejadas pelo tempo, seus olhos caídos procurando focar através da lente dos seus óculos, enfim começou a ler, o Salmo 23. Sua voz um tanto quanto embargada e tremula seguiu sua leitura diante de uma atenta e atonita plateia. ao chegar ao fim, não houve aplauso nem assovios mas, choro e pranto de arrependimento. Todos os que estavam no templo saíram de seus lugares, vieram até o altar de Deus e dobraram seus joelhos e oraram com muita fé. Ao terminar o culto o jovem e promissor orador questionou o velho pastor: Como pode isso? o experiente homem de Deus o respondeu com muita propriedade: Você conhece o Salmo do Pastor, e eu conheço o Pastor do Salmo. E isso, meu filho, faz toda a diferença. Aleluia. Queridos, não estou eu, querendo aqui dizer que devemos deixar a unção e nos atemos somente em buscar o conhecimento científico em detrimento do espiritual ou vice-versa. Mas estou afirmando, e isto esta dento do meu coração, que devemos ser moderados a ponto de buscarmos um equilíbrio nas coisas de Deus. Devemos sim, orar, jejuar, fazer vigílias de oração, buscar os dons do Espírito Santo e isso será maravilhoso. Mas também temos que ser responsáveis em buscar o conhecimento da Palavra, e não somente desta, mas crescermos de tal maneira que possamos, junto com a Graça, usarmos tudo isso para a concretização da vontade de Deus em nossas vidas. Deus não olha para a capacidade, mas Ele nos capacita dando-nos a porção do Seu Espírito e inteligência afim de buscarmos um equilíbrio balizado nas ferramentas a nós dispostas.
Enfim, Deus então olha para:
O temor
Noé era um homem temente a Deus. Se lermos o capítulo 6 de Genesis, vemos que a realidade social nos tempos de Noé, era um tanto quanto semelhante a que vivemos no que chamamos de hoje. Corrupção, violência, crimes, enfim, um mundo "perfeito" em toda a sua contextualidade. Genesis 6:11 diz que "A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência." mas, voltando para o verso 8, como já havia mencionado, lemos que no meio de toda essa sociedade corrompida Deus se agradou de Noé. O que Noé tinha de diferente? O que Noé fazia, ou deixava de fazer, que chamou a atenção de Deus para si? Noé era um homem temente a Deus. Era um homem, pai de família, que procurava se distanciar de tudo aquilo que desagradava a Deus, a ponto de fazer graça a Seus olhos. Resultado disso: Deus se arrependeu de ter feito o homem, mas quis dar-lhe uma chance, oportunizando a Noé construir a arca, e salvar não somente a sua vida, mas da sua família e dos animais da criação. Mais uma vez Noé não desapontou o Senhor, mas foi obediente a sua ordem: construiu a arca diante de críticas e ameaças. Caiu a chuva, a terra ficou alagada, e Noé, sua família e os animais, foram salvos pois em um homem foi encontrado o temor. O temor é o principio da sabedoria: Provérbios 1:7, 9:10 e também Salmo 111:10. Pense nisso.
Disposição
"Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim." Isaías 6:8
Isaías foi um homem tremendo. Seu ministério impactou não somente a sua época, mas também todas as gerações. Seu livro é denominado como a Bíblia dentro da Bíblia. Claro que isso é uma alegoria, mas o fato de ser o profeta que mais falou do Messias, por ter sessenta e seis capítulos, assim como o número de livros da Bíblia o caracterizam como tal. Enfim, estamos falando de disposição. Isaías, antes de ter um encontro com Deus, vivia e pregava de uma maneira comum aos profetas de sua época. Quando o rei Uzias morreu, fato que sim, foi relevante para o ministério dele, teve uma mudança radical em sua vida. Estava no templo, orando, quando teve uma visão do Senhor em toda a sua majestade. Pode ver o Senhor no seu trono, os Serafins, o que faziam, e isto deixou Isaías um tanto quanto perplexo. O Senhor manifestou em sua glória a necessidade de falar à humanidade, e a falta de alguém assumir esta responsabilidade. Isaias não viu nem encontrou outra alternativa, e por seu amor ao Senhor se manifestou prontamente dizendo: Eis-me aqui. Hoje Cristo esta colocando diante de nossas vidas, assim como o fez com seus apóstolos, a necessidade de obreiros para a Sua obra. Ouvirá o Senhor a sua voz dizendo: Eis-me aqui, Senhor! E não somente isso, mas ouvirá o Senhor a sua confirmação de disposição a ponto de declarar conjuntamente: Envia-me a mim!
Disposição: é o que o Senhor procura e espera de Você.
Fé
"Então o levou fora, e disse: Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência". Genesis 15:6
Abraão era um homem que foi considerado o pai da fé. Ele é destaque quando é citado na galeria dos heróis da fé, no livro de Hebreus 11:8-17. Abraão vivia na cidade de Ur, na Caldeia, junto de seus familiares. Certo dia, Deus o chamou e disse: Sai da tua terra, do meio dos seus e vai para um lugar que Eu te mostrarei. Abraão simplesmente obedeceu, não colocou condições, não questionou, mas teve fé a ponto de deixar tudo para traz e acreditar naquilo que Deus o prometera.
No referido verso, 6 do capítulo 15 de Genesis, conta que Abraão estava em sua tenda, quando Deus o chamou para "fora". Interessante este simples fato pois ele estava num lugar que limitava a sua visão. Ou seja, que limitava a sua fé. Abraão, e porque não dizer eu e você, não podemos exercitar a nossa fé
quando estamos num lugar que não nos permite vivencial e crer no impossível. Deus o quis mostrar o céu, suas inúmeras estrelas, astros, cosmos, enfim: o infinito para lhe exemplificar que a sua descendência seria semelhante ao que lhe estava diante dos olhos. Deus deu uma lição para Abraão, tirando-o de onde não poderia crer e colocando-o numa posição em que poderia assim exercitar a sua fé. Abraão creu, obedeceu, e experimentou a realidade de Deus em sua vida, ou seja: o impossível. Crês tu desta maneira? Não? Então querido(a), saia do lugar que limita a sua visão, saia da tenda, saia para fora e contemple a realidade do Senhor para você. Deus olha para a tua fé!
Adoração
"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem." João 4:23
Deus olha para a adoração. Isto é tão sério, ou seja, Deus leva tanto em conta que desprezou a adoração de um homem, o que veio a resultar numa desgraça familiar: Caim
Mas não é em Caim que quero falar, mas em adoração. O que é adoração para você? Cantar? Rezar? Querer algo de todo o coração? Já falei deste assunto no blog, e reafirmo, adoração vai alem do que pensamos. Adoração tem a ver com perca. Perca da minha parte para dar a Deus. Digo perca, pois isso é assim caracterizado aos nossos olhos humanos mas, aos olhos espirituais só teremos a ganhar. Adorar em espírito e em verdade. Com fé e com fato. Deus procura pessoas assim: adoradores. Não adoradores de locais determinados pelo homem, não em posturas ditas e impostas eclesiasticamente, mas em posição de coração aberto a vontade do Senhor, adorand-o em todas as áreas da sua vida: Corpo, alma e espírito. Adorar a Deus deve ser algo que tenha premissa em nossas vidas. Adorar a Deus quer dizer vivermos de forma que venhamos a agradar-Lhe em todos os aspectos, maneiras, formas e situações. Seja na hora da alegria, seja na hora da dificuldade e porque não, na hora da desgraça. Conta-se que o escritor do hino 396, do hinário Cantor Cristão, o saudoso Horatio G. Spafford esperava ansioso, no solo inglês a sua querida esposa junto de suas filhas a bordo de um navio vindo dos Estados Unidos. Aconteceu que uma tempestade tomou forma e houve um naufrágio, vindo a morrer quase todos os tripulantes, inclusive a senhora Spafford e suas filhas. Este homem era um pastor, feliz, tinha a sua vida como bem sucedida em todos os aspectos, mas quando ficou sabendo do ocorrido, como todo o homem se entristeceu muito. Sua vida e ministério era repartido com sua esposa, que era sua ancora e companheira. Seu tesouro mais precioso eram suas filhas e as amava de todo o coração. Mas, agora tudo tinha acabado. Adorar? Nesta situação? Para mim e para você pode ser impossível, mas para esse homem, por mais cruel e difícil, ele assim o fez. Logo depois disso, embarcou para o mais preciso locar denominado como o do naufrágio, e quando o marinheiro o indicou dizendo: Senhor Spafford, aqui aconteceu. Ele olhou com lágrimas nos olhos para a agua, colocou seu chapéu no peito, olhou para as pessoas que o viam perplexas, pois sabiam o que acontecera, e declamou em alto e bom som: "-Se paz a mais doce, me deres gozar. Se dor a mais forte eu sofrer. Hó seja o que for, Tu me fazes saber, que feliz com JESUS sempre sou! Sou feliz, sou feliz. Sou feliz com Jesus, meu Senhor." Creio que dispensa mais comentários. Com lágrimas transcrevo esta mensagem. Mas que adoração temos oferecido ao Senhor? Pense nisso
Dependência
"E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo." II Corintios 12:9
"Ora, muito me regozijei no Senhor por finalmente reviver a vossa lembrança de mim; pois já vos tínheis lembrado, mas não tínheis tido oportunidade. Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece." Filipenses 4:10-13
O apóstolo Paulo, alem dos seus preciosos ensinamentos que enriqueceram o cânon bíblico, nos ensina algo tremendo e lindo em sua vida como um todo. Era um homem que poderia ter muitas posses, por ser cidadão romano, por ser seguidor de cristãos, sendo que na sua época dava-se recompensas a quem prendesse cristãos. Mas deixou tudo isso por amor a Cristo e à Sua igreja. Foi o apóstolo que mais caminhou no mundo conhecido até então afim de proclamar o Evangelho e o Poder de Deus. Não teve a sua vida como preciosa, mas encarava o seu chamado como vital para a sua própria existência. Não ajuntou riquezas, posses, poder humano, mas declarou que tudo isso era lixo diante de Cristo (Filipenses 3:8). Muito diferente do que é pregado por aí, dizendo que o sinal de ser abençoado, são as conquistas financeiras. Interessante é que nos tempos de Paulo, as pessoas abençoadas eram caraterizadas pela humildade e unção do Espírito Santo em suas vidas. Volto a dizer, não estou falando que bens financeiros caracterizam falta de Deus. Você pode ter dinheiro aonde quiser: no colchão, travesseiro, roupeiro, bolso, banco, enfim. Mas o dinheiro não pode ocupar o seu coração, sendo este o trono de Deus em sua vida. Mas voltamos a falar de dependência de Deus. Paulo dependia do Senhor. Não se preocupava no que havia de comer amanhã, no que vestiria quando a roupa envelhecesse, aonde posaria, etc. Mas cria em Deus e isto bastava para ele. Viver na dependência de Deus quer dizer descansar em suas promessas. Se Ele te prometeu uma vida com abundância, quando aceitou a Cristo em seu coração, creia, descanse e desfrute desta vida. As pessoas se decepcionam quando acham que, depois de aceitarem a Cristo, seus problemas acabam, como num toque de magica. Isso não é verdade. Cristo passou por muitas dificuldades enquanto caminhou por esta terra. Chegou a declarar que não tinha aonde declinar a sua cabeça. O barco aonde pregava, era emprestado. O burrinho que usou para entrar em Jerusalém, era emprestado. A sala que usou para cear com seus apóstolos, era emprestada. A cruz, sim a cruz, não era dele, mas minha e sua. A sepultura, também não era sua, era de José de Arimateia. Enfim irmãos, Cristo nos deu exemplo de humildade em todos os aspectos. Por isso, depois de dar esses exemplos, uso a Sua mensagem: No mundo passareis por AFLIÇÕES, mas tende bom animo, EU VENCI O MUNDO (João 16:33). Então meus amados, o Senhor não nos prometeu um mar de rosas, mas disse que estaria conosco até o fim. Não nos deixaria sós. Não nos desampararia. Assim Ele fez com Paulo. Um homem que Ele usou até o fim de sua vida e que nunca deixou faltar nada, mas supriu todas as suas necessidades, pois lhe era obediente ao seu chamado. Dependa de Deus. Você não irá se arrepender....
Você quer ser usado por Deus?
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
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